Enfim chegou a temporada 2010!

É meus queridos, após 3 meses e alguns dias de espera, a F1 está de volta.

E com todos os ingredientes para fazer dessa uma das melhores temporadas dos últimos tempos.

Pra começar, dois nomes de peso estão de volta à categoria: Schumacher e Senna. Além disso as “Flechas de Prata” estão de volta. A Mercedes volta a F1 através da Brawn, equipe campeã de piloto e construtores da temporada passada.

As novidades não param por aí. Como vocês já puderam ver, temos as equipes novas (trazendo 2 brasileiros com elas) e novos circuitos (Coréia do sul). Tem também o fim dos abastecimentos, o que vai acabar com as estratégias de ultrapassagens nos boxes (amém!), fazendo com que o piloto tenha que vencer a corrida no braço.

As duplas de pilotos das principais equipes postulantes ao título também prometem:

Mclaren: Jenson Button e Lewis Hamilton – dupla de ingleses em uma equipe inglesa

Mercedes: Michael Schumacher e Nico Rosberg – dupla de pilotos alemães em uma equipe alemã

Ferrari: Felipe Massa e Fernando Alonso – dupla de pilotos latinos em uma equipe italiana

Enfim são vários novos ingredientes para temperar nossas manhãs de domingo.

Mas de tudo isso, nada foi tão emocionante como ver o capecete amarelo com as linhas verde e azul novamente na F1. Foi de arrepiar!

abs e bem-vindos de volta a F1.

Red Bull e Lotus dão as caras… E a Mclaren que eu estava devendo!

Hoje a Red Bull estreou seu novo carro nos treinos coletivos de Jerez de la Fronteira.

Eis o carro dos búfalos vermelhos que será guiado pelos pilotos Sebastian Vetel e Mark Webber:

Ontem eu chiei que ninguém falava nada da Lotus e parece que me ouviram. Abiaxo um registro do carro na pista de Silverstone fazendo o shakedown. A Lotus terá como pilotos o voador de treinos Yarno Trulli e o lento Heikki Kovalainen.

E aqui embaixo está o carro dos últimos dois campeões mundiais. A Mclaren terá como pilotos os britânicos Lewis Hamilton e Jeson Button.

Agora ficam faltando as duas que talvez nem façam a estreia.

abraços

As outras…

Enquanto a novela das equipes novatas (leia-se Campos e USF1) não termina, vamos dar uma olhada nos outros carros já lançados:

A Virgin Manor, equipe que contará com o brasileiro Lucas de Grassi e o alemão Timo Glock apresentou seu carro na semana passada. Nada de novo, apostaram no trivial (o que as vezes funciona!). A novidade é que o carro foi produzido totalmente no computador, isto é, sem o auxílio de túnel de vento. Se funciona? Vamos aguardar os próximos testes em Jerez esta semana e ver do que esse carro é capaz!

Quem apresentou o carro hoje foi a Force India. Equipe de Adrian Sutil e Vitantonio Liuzzi. O carro parece uma xerox da Mclaren e não tem muita novidade na pintura. O carro também deve manter-se no pelotão intermediário.

Esperamos poder mostrar os carros das novatas em breve. Todo mundo fala da Campos e da USF1. Porque não da Lotus?

A F1 2010 voltou… e o Timetrail com ela!

Fala queridos amigos…

Antes de mais nada peço perdão pela ausência mas muitas novidades na minha vida pessoal e o excesso de trabalho não me permitiram dar atenção a esta criança. E ao julgar que as especulações pelas mídias já eram o suficiente, resolvi voltar quando tudo voltasse a funcionar oficialmente também.

E de prima, já trago algumas imagens para que meus leitores já possam se familiarizar com os novos carros da temporada.

Para começar a Ferrari, que este ano vem com sangue latino: Felipe Massa e Fernando Alonso serão os pilotos da Scuderia, que apresenta um carro bem nascido, com as cores brancas em destaque para valorizar o logo do novo patrocinador: o grupo Santander.

A seguir vemos o belíssimo carro da Renault, que esse ano contará com o polonês Robert Kubika e o russo Vitaly Petrov:

Na sequência, o carro da equipe que trouxe a maior novidade e a grande esperança de grandes duelos em 2010. A Mercedes. A equipe contará com nada mais nada menos que Michael Shumacher e o não tão novato Niko Rosberg, ambos alemães, como a equipe.

Continuando as apresentações, vemos o carro da equipe Williams que este ano terá o brasileiro veterano Rubens Barrichello e o novato alemão Niko Hülkenberg:

E também duas equipes de menor expressão mas que trazem alguns pilotos promissores:

A Sauber, que veio ocupar a vaga da extinta BMW (que por sinal continua batizando o carro da Sauber, que é impulsionada por motores Ferrari, é mole?) e contratou para esse ano o piloto show da última temporada Kamui Kobaiashi e o veterano espanhol Pedro de la Rosa:

E, por último, a nova Toro Rosso, time B da Red Bull, que vem com os mesmos pilotos da temporada passada: Sebastian Buemi e Jaime Alguersuari (olhem o passarinho!!!!):

Esse ano a F1 trás muitas novidades, desde os carros até as regras e esses serão os assuntos do próximo post.

abs e até mais!

Alonso confirmado na Ferrari

largeHoje, após muitos rumores, foi confirmado pela Ferrari a ida do espanhol Fernando Alonso para a vaga de Kimi Raikkonnen.

Uma notícia que deixará os italianos em grande alvoroço mas confesso que me deixou com uma pulga atrás da orelha.

Eu dúvido que o espanhol, após o fiasco com a Maclaren, não tenha imposto um contrato de 1º piloto com o time de Maranello. Duvido também que Massa renove seu contrato com a Ferrari no final de 2010. Mas isso pode também ser bom para a carreira do brasileiro. É aguardar para ver, pois agora realmente começam as danças das cadeiras na F-1.

abraços

Já vai tarde, Briatore!

A equipe Renault anunciou hoje pela manhã que Flavio Briatore e Pat Simmonds não fazem mais parte do time gaulês. Dessa forma, os dois, assim como Nelson Angelo Piquet não estarão presentes na reunião do conselho da FIA que acontecerá no dia 23.

Sendo assim, termina, de uma maneira ultrajante, a história de um dos homens mais controversos da história da F1, com uma enorme quantidade de escândalos envolvendo manipulações de resultados.

Já vai tarde, Briatore!

_____________________

E hoje 21/09/09 Flavio Briatore foi banido da F1. Pat Simmonds está suspenso por 5 anos e a Renault em condicional por 2 anos.

Quem ganhou foi a F-1.

O depoimento de Nelsinho Piquet

Saiu para a imprensa hoje o depoimento de Nelson Angelo Piquet à respeito do acidente ocorrido no Grande Prêmio de Cingapura em 2008.

Abaixo, segue o depoimento na íntegra:

Eu, Nelson Ângelo Piquet, nascido em 25 de julho de 1985, em Heidelberg, na Alemanha… direi o seguinte:

1. Salvo prova em contrário, os fatos e declarações contidas neste depoimento são baseadas em fatos e assuntos de meu conhecimento. Creio que tais fatos e declarações contidos neste depoimento são verdadeiros e corretos. Sempre que quaisquer fatos ou declarações não estiverem dentro de meu próprio conhecimento, eles serão verdadeiros ao melhor de meu conhecimento e crença e, se este for o caso, indico a fonte deste conhecimento e desta crença.

2. Faço esta declaração voluntariamente para a FIA, a fim de permitir que a FIA exerça suas funções de supervisão e regulamentação no que diz respeito ao Campeonato Mundial de F-1.

3. Estou ciente de que existe um acordo entre todos os participantes do Campeonato Mundial de F-1 e todos os titulares tem sua Super Licença para assegurar a justiça e a legitimidade do campeonato, e estou ciente de quais graves consequências podem se seguir caso eu forneça à FIA qualquer informação falsa ou enganosa.

4. Entendo que a minha declaração completa foi gravada em fita de áudio e que uma transcrição completa da minha gravação de áudio será disponibilizada para mim e para a FIA. O presente documento constitui um resumo dos principais pontos abordados durante minha declaração verbal.

5. Gostaria de trazer os seguintes fatos ao conhecimento da FIA.

6. Durante o GP de Cingapura de F-1, realizado em 28 de setembro de 2008 e válido pelo Campeonato Mundial de F-1 de 2008, fui convidado pelo Sr. Flavio Briatore, que é tanto meu ‘manager’ quanto diretor da equipe ING Renault F-1 Team, e pelo Sr. Pat Symonds, diretor técnico da mesma equipe, a bater deliberadamente meu carro, a fim de influenciar positivamente o desempenho do ING Renault F-1 Team no evento em questão. Concordei com esta proposta e conduzi meu carro para acertar o muro, provocando um acidente entre as voltas 13 e 14 da corrida.

7. A proposta de provocar deliberadamente um acidente me foi feita pouco antes da corrida, quando fui convocado pelo Sr. Briatore e pelo Sr. Symonds no escritório do Sr. Briatore. O Sr. Symonds, na presença do Sr. Briatore, me perguntou se eu estaria disposto a sacrificar minha corrida pela equipe por um “carro de segurança”. Todo piloto de F-1 sabe que o ‘safety car’ entra na pista quando há um acidente que a bloqueia ou joga detritos, ou quando há um carro parado onde é difícil resgatá-lo, como foi o caso, aqui.

8. No momento desta conversa, eu estava em um estado mental e emocional muito frágil. Este estado de espírito foi provocado pelo estresse intenso devido ao fato de que o Sr. Briatore se recusou a informar-me da existência ou não da renovação de meu contrato de piloto para o próximo ano (2009), como habitualmente ocorre no meio da temporada (por volta de julho ou agosto). Em vez disso, o Sr. Briatore repetidamente pediu-me para assinar uma “opção”, o que significava que eu não estava autorizado a negociar com outras equipes no mesmo período. Ele repetidamente me colocou sob pressão para prolongar a opção que eu tinha assinado, e iria me chamar regularmente em seu escritório para discutir esta renovação, mesmo em dia de corrida _um momento que deveria ser apenas para concentração e relaxamento antes da prova. Este esforço foi acentuado pelo fato de que, durante o GP de Cingapura, eu tinha me classificado em 16º no grid, então eu estava muito inseguro sobre o meu futuro na equipe Renault. Quando me pediram para bater o carro e provocar a entrada do ‘safety car’ a fim de ajudar a equipe, eu aceitei porque esperava que pudesse melhorar minha posição dentro da equipe neste momento crítico da temporada. Em nenhum momento fui informado por qualquer pessoa que, ao concordar em provocar um incidente, eu teria garantido a renovação de meu contrato ou qualquer outra vantagem. No entanto, no contexto, pensei que seria útil para alcançar este objetivo. Por isso, concordei em provocar o incidente.

9. Após a reunião com o Sr. Briatore e o Sr. Symonds, o Sr. Symonds me puxou para um canto tranquilo e, usando um mapa, apontou-me para a curva exata da pista onde eu deveria bater. Esta curva foi escolhida porque aquele local específico da pista não possui guindastes que permitiriam que um carro danificado pudesse ser rapidamente removido da pista, nem possui entradas laterais, o que permitiria que um fiscal de pista pudesse empurrar rapidamente o carro para fora dela. Assim, considerou-se que um acidente nesta posição específica seria quase certo de provocar uma obstrução da pista e que, portanto, seria necessária a implantação do ‘safety car’ a fim de permitir que a pista fosse limpa e para assegurar a continuidade da corrida.

10. O Sr. Symonds também me disse em que volta, exatamente, eu deveria provocar o incidente, de modo a poder disponibilizar ao meu companheiro de equipe, o Sr. Fernando Alonso, uma boa estratégia, já que ele faria seu reabastecimento pouco antes da entrada do ‘safety car’, durante a 12ª volta. A chave para esta estratégia reside no fato de que o conhecimento de que o carro de segurança entraria na pista entre as voltas 13 e 14 permitiu que a equipe fizesse no carro do Sr. Alonso uma estratégia agressiva de combustível, suficiente para chegar a 12 voltas, mas não muito mais. Isso permitiria que o Sr. Alonso ultrapassasse o máximo de carros possível, sabendo que os carros teriam dificuldade em recuperar o tempo perdido depois do pit stop devido à implantação posterior do ‘safety car’. Esta estratégia foi bem sucedida e o Sr. Alonso venceu o GP de Cingapura de F-1 de 2008.

11. Durante estas discussões, não foi feita qualquer menção de quaisquer preocupações no que diz respeito à segurança desta estratégia, quer para mim, para os espectadores ou para os outros pilotos. O único comentário feito neste contexto foi realizado pelo Sr. Pat Symonds, que me alertou para “ter cuidado”, dizendo que eu não deveria me ferir.

12. Eu, intencionalmente, causei o acidente, deixando o carro sair lateralmente pouco antes da curva. A fim de me certificar que eu provocaria o acidente durante a volta certa, perguntei para a minha equipe por diversas vezes, através do rádio, para confirmar o número da volta, algo que eu não faria normalmente. Não fiquei ferido durante o acidente, nem ninguém.

13. Após as discussões com o Sr. Briatore e o Sr. Symonds, citados acima, a “estratégia do acidente” nunca foi discutida novamente com qualquer um deles. O Sr. Briatore discretamente disse “obrigado” após o final da corrida, sem falar mais nada. Não sei se alguém tinha conhecimento desta estratégia no início da corrida.

14. Após a corrida, informei ao Sr. Felipe Vargas, um amigo e conselheiro da família, o fato de que o acidente tinha sido deliberado. O Sr. Vargas ainda informou meu pai, o Sr. Nelson Piquet, algum tempo depois.

15. Depois da corrida, vários jornalistas fizeram perguntas sobre o acidente e me questionaram se eu havia feito de propósito, porque sentiram que eu era “suspeito”.

16. Na minha própria equipe, o engenheiro do meu carro questionou a natureza do incidente, porque ele achou incomum, e eu respondi que eu tinha perdido o controle do carro. Eu acredito que um engenheiro inteligente notaria que os dados de telemetria do carro indicam que o acidente foi causado de propósito, já que continuei acelerando, enquanto que o “normal” seria frear o mais rapidamente possível.

Declaração de Verdade

Eu acredito e juro que os fatos citados nesta declaração são verdadeiros.

A afirmação foi feita na sede da FIA em Paris, em 30 de julho de 2009, na presença do Sr. Alan Donnelly (Presidente dos comissários da FIA), Martin Smith e Sr. Jacob Marsh (Investigadores da empresa Quest, mantidos pela FIA para ajudar na investigação). As notas foram tomadas pela Sra. Dondnique Costesec (Sidley Austin LLP).

Assinado:

Nelson Piquet Jr.